Curso: Física do Ultrassom (195 min)

O aluno aprenderá a extrair todos os recursos do seu equipamento melhorando a sua técnica de exame. Todas as aulas são fartamente ilustradas e trazem conclusão final com o resumo dos conhecimentos adquiridos

 

Curso Física do Ultrassom (195 min)

O aluno aprenderá a extrair todos os recursos do seu equipamento melhorando a sua técnica de exame. Todas as aulas são fartamente ilustradas e trazem conclusão final com o resumo dos conhecimentos adquiridos. O aluno reconhecerá as armadinhas e erros diagnósticos através do contato com os princípios físicos do ultrassom. Aprenderá sobre a interação do som com os tecidos, usando-os de forma mais eficiente. Entenderá como se formam e o que degrada a imagem, reconhecendo os artefatos e aprendendo a interpretá-los.

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Composto por três matérias – Princípios Físicos do Ultrassom / Transdutores / Equipamentos de Ultrassom – ao final de cada aula deste curso são aplicados testes para avaliação do conhecimento.

Matéria: Princípios Físicos do Ultrasssom (484 min)

Esta matéria é composta por cinco aulas: Conceitos Básicos; Impedância Acústica e US Pulsátil; Atenuação; Os Ecos; Ecos que Dispersam, Pontilhamento e Equação da Escala

Aula 1: Conceitos básicos.
A primeira aula trata das bases Físicas da ultra-sonografia diagnóstica. Explica como se processa a interação do som nos tecidos, como são formadas as imagens ultrassonográficas (US) e como, estas, são degradadas. Demonstra a importância da física para melhorar a técnica de exame e o aluno aprende a utilizar todos os recursos do equipamento. É definido o US e as variáveis acústicas (freqüência, período, comprimento onda, velocidade de propagação, amplitude e intensidade). Conceitua-se dureza e densidade do meio e como eles influenciam na propagação do som. Ensina-se a calcular as distâncias estimadas pelo equipamento ultrassonográfico (medidas).

Aula 2: Impedância Acústica e US Pulsátil.
Apresenta o conceito da propagação do som em ondas contínuas e pulsos sonoros, explicando-se a relação entre a impedância acústica e a formação das imagens (hipoecogênicas, hiperecogênicas, isoecogênicas e anecóicas). Define-se o que é PRF, PRP, PD e fator de atuação do US pulsátil. Explica-se a relação entre comprimento espacial do pulso, número de ciclos no pulso, comprimento de onda e freqüência. É explicada a relação espaço-temporal da amplitude com a intensidade do US.

Aula 3: Atenuação
Nesta aula o aluno entenderá a importância clínica da atenuação e do coeficiente de atenuação do som. E, ainda, como a atenuação varia entre os diferentes tecidos humanos e sua relação com a freqüência da sonda. Será conceituada a unidade denominada decibéis e como é a relação entre a atenuação e a intensidade do feixe US.

Aula 4: Os Ecos
O aluno aprenderá como se formam os ecos e como seus reflexos e transmissões são influenciados pelo tipo de incidência (especular e oblíqua). Explica-se as características do feixe US em incidência perpendicular e oblíqua e conceitua-se refração e sua importância nos exames US.

Aula 5: Ecos que dispersam, pontilhamento e equação da escala
Ensina-se o que causa a dispersão do som e sua importância clínica. Mostra-se quais são os tipos de ecos que são responsáveis pelo aspecto textural dos tecidos. Como a freqüência influencia a intensidade de dispersão. Como o salpicamento (pontilhamento) modifica a imagem captada dos tecidos. Também aprenderá sobre equação da escala.

Matéria: Transdutores (264 min)

Este curso fornece conhecimentos indispensáveis para o Ultrassonografista que atua no segmento ou para aquele que pretende adquirir um aparelho do Ultrassom, pois o ajuda a selecionar qual comporta os novos avanços. Ensina o ultrassonografista a compreender como os transdutores convertem uma forma de energia em outra, como geram e recebem os pulsos de ultrassom, seus componentes e como estão dispostos dentro do receptáculo do transdutor, aprendendo a classificá-los e a reconhecer as suas principais características.

Com um total de seis aulas – Componentes e Princípio Operacional; Tipos de Transdutores; Feixes US e Focalização; Resolução de Detalhe; Varredura Automática; e Avanço Tecnológico,     a matéria sobre Transdutores fornecerá ao aluno detalhes sobre o princípio de ativação e funcionamento dos transdutores, bem como a focalização, espessura do feixe e suas zonas (proximal, focal e distal). Conceitua a resolução axial, lateral, de contraste, temporal e de detalhe, assim como a focalização e a abertura dinâmica. A varredura automática, que permite a observação das imagens em tempo real é detalhada, assim como os principais avanços, que permitirão ao U.S dar o grande salto tecnológico e ultrapassar suas principais limitações atuais: dependência do operador e não reprodutibilidade.

Aula 1: Componentes e Princípio Operacional
Ensina como os transdutores convertem uma forma de energia em outra, como geram e recebem o pulso US, do que são compostos e como esses componentes influenciam o tipo de pulso emitido. É feita uma ampla abordagem sobre quais são os componentes dos transdutores, as propriedades do material piezoelétrico que constituem o elemento ativo e os dois princípios operacionais do sistema. São abordados também alguns conceitos importantes para o entendimento do funcionamento dos transdutores (p.e. freqüência, fator Q, amortecedor, freqüência operacional, largura de banda e freqüência preferencial) e como influenciam a qualidade das imagens do U.S.

Aula 2: Tipos de Transdutores
Ensina a classificação dos Transdutores: pelo tipo de construção, formato da imagem, quantidade de cristais, tipo de varredura, tipo de operação e tipo de focalização, além das suas principais características e seu modo de operação. São descritos de maneira detalhada os dois tipos de operação das sondas (mecânica e eletrônica). É dada atenção especial à ativação física dos transdutores mostrando o direcionamento automático eletrônico do feixe ultrassonográfico, focos múltiplos e melhoria de resolução de detalhes. Ao final desta aula o aluno absorverá a terminologia complexa relativa aos Transdutores e conhecerá, a fundo, o equipamento utilizado, selecionando, com segurança, os acessórios mais adequados às necessidades do exame.

Aula 3: Feixes US e Focalização
Objetiva a compreensão do que é o feixe US e a sua espessura, bem como o que diferencia o feixe e a onda de ultrassom. Na aula é feita a descrição dos fatores que interferem no feixe ultrassonográfico e seu funcionamento no ultrassom pulsátil (princípio de Huygen). Mostra como a espessura do feixe varia de acordo com o tipo de transdutor influenciando na resolução da imagem; aborda como a intensidade varia ao longo do feixe de US, focando minuciosamente as três zonas que compõem o feixe ultrassonográfico: zonas proximal, focal e distal, e como é realizada a focalização dos transdutores (em especial a eletrônica). Conceitua-se o que é abertura dinâmica e como ela é utilizada para manter constante a espessura do feixe. É dada especial atenção há dois tipos de resolução da imagem: lateral e axial.

Aula 4: Resolução de Detalhe
O aluno entenderá quais os aspectos que determinam a resolução da imagem (resolução de detalhe, de contraste e temporal). Compreenderá também o que é resolução de detalhe e seus tipos (lateral e axial). São analisados quais os fatores que influenciam a resolução axial e lateral, facilitando a compreensão da relação entre resolução axial, comprimento de onda e atenuação, assim como a relação entre resolução lateral e espessura do feixe. Mostra-se como estão inter-relacionadas as resoluções axial, lateral, de detalhe e de contraste.

Aula 5: Varredura Automática
Os mecanismos de varredura – manual,automática mecânica, e eletrônica – são devidamente ilustrados nesta aula facilitando o aprendizado. Aqui o aluno terá contato com os processos de varredura manual; conhecerá os vários tipos de varredura automática mecânica, a saber: oscilação transdutor em ângulo, rotação cristal ou grupo de cristais, oscilação espelho refletor, translado linear dos cristais; e também os tipos de varredura automática mecânica; e os que consistem a varredura eletrônica: ativação seqüencial ou em fase dos elementos.

Aula 6: Avanços Tecnológicos
Trará conhecimento sobre os principais avanços na tecnologia dos transdutores e suas aplicações atuais e num futuro próximo. Conhecer esses conceitos é fundamental para evitar que o médico receba tecnologia antiga em lugar da de ponta, na compra de seu equipamento. A aula trará informações sobre o Transdutor de Cristal Uniforme ( se possível colocar foto dos equipamentos e legenda nas fotos sobre sua ação) que aprimora a tecnologia piezoelétrica ao nível da sua excelência; o Transdutor Bidimensional ou Matricial (foto e remete ao texto) propiciam obtenção das imagens tridimensionais dinâmicas com a tecnologia piezoelétrica; e os Transdutores de Silício (foto e legenda), se propõem a introduzir o silício como elemento e utilizar os princípios físicos dos semicondutores. Este Transdutor está sendo considerado o maior avanço tecnológico ultrassonográfico dos últimos 40 anos, pois revoluciona o método de exame ao eliminar a dependência do operador e a não-reprodutibilidade do exame, tidos como os grandes limitadores da U.S na atualidade.

Matéria: Equipamentos de Ultrassom (162 min)

O objetivo desta matéria, composta por cinco aulas, é de ensinar ao aluno como se dá o funcionamento dos equipamentos de Ultrassom, mostrando quais são e como operam seus componentes primários. O aluno também aprenderá sobre o funcionamento das telas, como são arquivadas as imagens e qual é o modo usual de exibição das imagens na tela do equipamento. Serão também, esmiuçados, dois conceitos importantes na física do Ultrassom: a resolução de contraste e a resolução temporal. Conheça o conteúdo de cada aula clicando aqui: Componentes do Equipamento do US e Pulsador; O Receptor; Memória e Resolução de Contraste; A Tela e a Resolução Temporal; Processamento de Imagens e Módulos de Imagens Especiais

Aula 1: Componentes do equipamento do US e Pulsador
Nesta aula serão detalhadas as partes fundamentais do equipamento de US, que incluem: pulsador, formador do feixe de US, transdutor, receptor, memória ou conversor de varredura e tela. É estudado com detalhes o funcionamento do pulsador, conceituado o PRF (nº pulsos por segundo) e sua relação com o pulsador. Introduz-se o conceito de artefato de ambigüidade de escala (posicionamento errôneo do eco na tela), vinculado ao PRF. Comenta-se sobre amplitude e potência do pulsador, assim como os mecanismos de compensação da perda da potência. Explica-se o complexo trabalho do pulsador na sonda seqüencial e quais as funções que ele controla que podem ou não ser consideradas independentes do formador do feixe.

Aula 2: O Receptor
Baseia-se fundamentalmente no entendimento das funções e do modo de operação do receptor. Entre estas funções que serão listadas e estudadas incluem-se: amplificação, compensação, compressão, demodulação e rejeição. Dentro dos conceitos de amplificação e compensação haverá importantes ensinamentos relacionados ao ganho. Explica-se a diferença entre o amplificador padrão e os amplificadores de nova geração, como a compressão diminui a diferença de amplitudes maiores e menores, assim como a relação entre escala dinâmica e compressão. Conceitua-se demodulação e explica-se porque ela é necessária. Analisa-se o por que os Ecos fracos necessitam ser eliminados, função da rejeição. Também será explicada quais as funções do receptor que são ajustáveis pelo operador, assim como as que não o são.

Aula 3: Memória e Resolução de Contraste
O aluno aprenderá o porquê da memória ser necessária no equipamento US e a relação entre memória e os conversores de varredura; e também a diferenciar os dois tipos de conversores: analógico e digital. Dominará os conceitos mais importantes relacionados à memória do equipamento de US, inclusive com uma revisão sobre os números binários (importante para o entendimento da função dos computadores e resolução de exercícios relacionados ao tema desta aula). Detalha-se o processo de armazenamento da informação, define-se pré processamento e pós processamento e ensina-se a reconhecer funções que estão vinculadas a cada um dos processamentos, otimizando sua utilização nos equipamentos US. Conceitua-se e exemplifica-se a resolução de contraste, importantíssima para definir a qualidade da imagem, enfatizando-se a relação de nº de bits por pixel (diretamente relacionada à quantidade de tonalidades de cinza) e a qualidade da resolução de contraste. Exemplos são oferecidos para facilitar o entendimento.

Aula 4: A Tela e a Resolução Temporal
O estudo focará nas características relacionadas aos dois tipos de tela de US, tanto em escala de cinza quanto em cores: tubo de raios catódicos (CRT) e o monitor de tela plana, mostrando os prós e contras de cada sistema. Introduz-se o conceito da tela Laser como melhor opção para o US tridimensional, assim como são comentadas outras tendências futuras do desenvolvimento das telas. O aluno aprenderá quais as formas usuais de mostrar as imagens na tela do US (Módulo B e Módulo M) e ainda saberá mais sobre assuntos como a resolução temporal e a relação do PRF com o nº de focos, o nº de linhas de varredura e a freqüência de quadros. A aula encerra-se com informações sobre os dispositivos para registro das imagens dos exames US (estáticas ou dinâmicas) e os sistemas de comunicação.

Aula 5: Processamento de Imagens e Módulos de Imagens Especiais
Com ajuda de imagens e esquemas, o aluno conhecerá todos os exemplos de pré processamento avançado, com descrição minuciosa da acentuação das margens, interpolação de pixels, persistência e imagens harmônicas. Em seguida estudará sobre os módulos de imagens especiais (Imagens panorâmicas e imagens do US composto espacial) e os detalhes quanto à sua definição, requisitos, princípios e modo de funcionamento. É abordado o pós-processamento avançado, em especial a formação das imagens tridimensionais estáticas e dinâmicas, comentando-se sobre as formas usuais da informação tridimensional e solucionando muitas das dúvidas que os ultrassonografistas ainda apresentam sobre este conceito.

No segundo e mais importante módulo deste curso de US de Tireóide, são apresentados todos os detalhes da técnica do mapeamento dos nódulos tireoideanos são mostrados e fartamente ilustrados: a seqüência do exame, a numeração dos nódulos, a colocação no mapa da tireóide, a classificação do padrão morfológico e a reclassificação pelo padrão de vascularização Doppler de cada lesão nodular. O aluno terá contato com um exemplo esquemático para facilitar o aprendizado, assim como um mapeamento completo real, com a colocação no mapa de todas as lesões encontradas. Ao final são citados os dez motivos pelos quais a tireóide multinodular deve ser mapeada no exame ultrassonográfico, o melhor e mais preciso exame de imagem da tireóide.

Caracterização dos nódulos tireoideanos – 180 min

Neste módulo do curso composto por três aulas, o aluno aprenderá a caracterizar os nódulos tireoideanos para avaliar o risco de malignidade dos mesmos através de critérios morfológicos e Doppler. Se não houver esta caracterização corre-se o risco de não puncionar-se corretamente o nódulo de maior risco. O critério do maior nódulo para PAAF é errôneo em quase 70% dos casos e puncionar todos os nódulos é impossível em tireóide multinodular. O aluno verá como a US da tireóide identifica os nódulos de risco pela caracterização.

Aula 1: O Nódulo Tireoideano Benigno.

Nesta aula ensinam-se as três regras da caracterização dos nódulos tireoideanos:

No primeiro aprende-se a diferenciar os nódulos benignos dos malignos pelos critérios morfológicos; no segundo os nódulos benignos dos malignos pelos critérios Doppler e, no terceiro, a associar os resultados da análise morfológica e Doppler no diagnóstico final do risco de malignidade. São explicadas, aos alunos, as principais razões pelos quais os nódulos devem ser caracterizado e a sistemática de caracterização dos nódulos tireoideanos publicada em periódico internacional pela professora Dra. Lucy Kerr e referendada pela Society of Radiologists in Ultrasound – consensus conference statement. Ultrasound Q 2006; 22:231-240.

Todos os sinais que caracterizam nódulo tireoideano como benigno são explicados e  ilustrados com detalhes neste curso. É analisado cada sinal isolado de benignidade com seu respectivo valor preditivo positivo, o qual também é dado para a associação de três ou mais sinais benignos concomitantemente. Descreve-se a conceituação de calcificação casca de ovo total ou parcial ao redor da nodulação e sua relação com benignidade ou malignidade. É relatado elevado valor preditivo negativo dos nódulos caracterizados como benignos, permitindo a conduta expectante nesses nódulos o que torna a sistematização descrita de grande valia na prática clínica.

Aula 2: O Nódulo Tireoideano Maligno.

O Curso de US de Tireóide, neste módulo, mostra como são descritos os sinais ultrassonográficos precoces e tardios do câncer tireoideano, ilustrando-se cada um deles fartamente. É relatado para o aluno o valor preditivo positivo para cada sinal isoladamente e também quando se associam três ou mais sinais concomitantemente. Nos sinais avançados é dada uma ênfase especial àqueles que caracterizam a malignidade do linfonodo cervical e permitem o estadiamento do carcinoma tireoideano. O padrão Doppler de linfonodo reacional é mostrado, facilitando o diagnóstico diferencial com a malignidade. Ao final, são mostrados os resultados da caracterização ultrassonográfica morfológica dos nódulos tireoideanos e a classificação dos três padrões ultrassonográficos: padrão benigno, maligno e duvidoso. Comenta-se e ilustra-se os principais falsos negativos.

Aula 3: Caracterização Doppler dos Nódulos Tireoideanos.

Nesta aula, são descritos os seis padrões de vascularização dos nódulos tireoideanos: periférico, hipervascularizado, hipovascularizado, variável, similar e avascular. Cada padrão é ilustrado com as imagens apropriadas de US. Faz-se também a associação dos padrões relatados com a benignidade ou malignidade do nódulo tireoideano. Outras aplicações do padrão Doppler de vascularização são mencionadas. Mostra-se a casuística em 997 nódulos estudados com Doppler colorido e correlaciona-se com o padrão de vascularização detectado. Faz-se a correlação do padrão de vascularização no Doppler colorido com o tipo histológico do tumor tireoideano: carcinoma papilífero, carcinoma folicular, variante oncocítica do carcinoma folicular e carcinoma anaplásico, ilustrando-se caso a caso.

Biópsia da tireóide dirigida com a ecografia – 210 min

Nesta matéria será explicado ao médico, em detalhes, a técnica de direcionamento da PAAF pelo ultrassom, com informações importantes para identificar o trajeto da agulha durante o direcionamento, permitindo que ele possa executá-la após treinar em objetos ou cobaias. Enfatiza-se a importância do especialista em US em selecionar corretamente o nódulo tireoideano suspeito a ser puncionado, conforme ensinado na Matéria de Caracterização do Nódulo Tireoideano, o que aumenta a confiança no procedimento e dá respaldo legal ao médico executante.  Três aulas  compõem este módulo do curso de US de Tireóide, sendo que a aula dois e subdividida em três temas específicos, a saber:

Aula 1: PAAF guiada pelo US, Princípios Gerais e Como Fazer.

Nesta aula o médico terá acesso a um material cedido pelo Dr. Fabiano Mesquita Callegari, responsável pela citopatologia da UNIFESP. É explicado ao aluno como a ultrassonografia impulsionou a citopatologia e portanto permitiu o desenvolvimento de procedimentos para coleta de material com agulha. São explicados os três métodos patológicos para avaliação das lesões tireoideanas: citológico, imunocitoquímico e histológico. São definidos os princípios e requisitos para punção com agulha fina e os cuidados especiais necessários. Descrito os dois métodos de punção com agulha fina: por capilaridade (PAF) ou a vácuo (PAAF).

Ao aluno serão mencionadas também indicações, vantagens e contra-indicações do procedimento. Mostrado todo o material requerido para a PAAF e a seqüência do procedimento – em vinte e seis etapas – claramente definidas, explicadas e ilustradas e ainda a seqüência da PAAF.  São explicadas as duas técnicas da PAAF, a de eixo longo e a de eixo curto, vantagens e desvantagens de cada uma, com fartas ilustrações compreensíveis (imagens de US e esquemas). Ensina-se o preparo da lâmina, caso o patologista não esteja presente durante o procedimento, como fazer os esfregaços, os tipos de fixação, identificação e coloração das lâminas. São explicados os procedimentos especiais da PAAF para dosagem do PTH e da tireoglobulina, assim como para coleta de material para análise imunocitoquímica. Descrevem-se os principais marcadores imunocitoquímicos e pontos favoráveis e desfavoráveis de cada um. Descritas e ilustradas as complicações da PAAF, em especial a formação de dois hematomas durante o procedimento. Comenta-se a biópsia tipo Core da tireóide.

Aula 2 (Parte 1): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

São descritos e ilustrados as cinco categorias diagnósticas da citopatologia: 1 –  insatisfatório;  2 – benigno não neoplásico;  3 –  indeterminado ou inconclusivo ;  4 –  suspeito;  5 – maligno.

Os alunos terão contato com relatos sobre as causas e as taxas de esfregaços insatisfatórios, com ilustrações de cada tipo (lesões escleróticas e material inadequado). Citada as recomendações da Guidelines of the Papanicolaou Society of Cytopathology for the examination of fine-needle aspirations specimens from thyroid nodules para redução dos esfregaços insatisfatórios. Relatadas também as causas de esfregaço indeterminado ou inconclusivo (nódulos mistos com degeneração cística, cisto > 4cm e hemorrágico), de benigno não neoplásico (cistos simples, tireoidite linfocítica e nódulo colóide), sendo as ilustrações ultrassonográficas correlacionadas com as citopatológicas. Cita-se e ilustra-se a importância da proporção colóide: células foliculares no diagnóstico citopatológico. Mencionado o significado do achado de colóide abundante na citopatologia, ilustrando-o para melhor compreensão dos alunos.

Aula 2 ( Parte 2): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

Nesta aula a prof. Dra. Lucy Kerr menciona o diagnóstico inconclusivo da PAAF (ou indeterminado), que representa 20% dos resultados, predominantemente pelo padrão folicular neoplásico e dificuldade de diferenciar o adenoma folicular do carcinoma folicular. São apresentados aos alunos do curso de US da Tireóide os critérios patológicos para diagnóstico da neoplasia folicular (exclusivamente histológicos) e os critérios da citopatologia para sugerir o esfregaço folicular como provavelmente benigno ou maligno. Mencionadas as patologias cuja PAAF é inconclusiva: bócio adenomatoso celular, hiperplasia epitelial oncocítica da tireoidite linfocítica, neoplasia folicular (adenoma e carcinoma) e variante folicular do carcinoma papilífero. Menciona-se também as várias tentativas frustradas da citopatologia no diagnóstico diferencial dos adenomas e carcinomas foliculares. A professora  apresenta também  exemplos com correlação citológica e ultrassonográfica. Citada a imunocitoquímica e os marcadores prognósticos do carcinoma folicular. Analisa-se o resultado suspeito e maligno da citopatologia e o seu significado clínico. São dados os critérios citológicos do carcinoma papilífero, ilustrando-os com imagens típicas. Menciona-se o diagnóstico citopatológico do carcinoma anaplásico com ilustrações ultrassonográficas, da peça cirúrgica, histológicas e citológicas.

Aula 2 (Parte 3): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

O aluno conhecerá os resultados da PAAF da tireóide na população geral, segundo a literatura internacional, com falso-negativo de até 26%. São analisados os seis diagnósticos falso-negativos da PAAF: neoplasias císticas, amostra inadequada ou insatisfatória, erro de amostragem (não amostrar o nódulo suspeito ou amostrar o local errado do nódulo certo), patologia dupla (nódulo predominantemente benigno e contendo um foco maligno) e erro de interpretação. Mostrados exemplos de FN da PAAF por erro de amostragem com análises evolutivas ultrassonográficas que corroboraram o erro da citopatologia e imagem ultrassonográfica de patologia nodular tireoideana dupla. São mencionados e ilustrados os falso-positivos da PAAF (tireoidite linfocítica e tireoidite de Riedel). Menciona-se as desvantagens da PAAF e as orientações que devem ser dadas ao paciente neste procedimento.

Aula 3: Correlação US – Doppler e Citopatologia no Diagnóstico do Câncer de Tireóide.

Neste módulo do curso de US de Tireóide os alunos conhecerão as vantagens da PAAF dirigidas pelo ultrassom, quais os conceitos vigentes sobre o método e o desconhecimento freqüente das elevadas taxas de falso-negativos.  Faz-se a análise detalhada de um estudo realizado pela professora Dra. Lucy Kerr, no qual os nódulos biopsiados foram pré-selecionados e classificados como de elevado risco de malignidade pelos critérios ultrassonográficos relatados e obteve 30.3% de falso-negativo da citopatologia.

Cases: Quatro casos de falso-negativos da PAAF são mostrados, com suas respectivas imagens ultrassonográficas.

Também é analisado o elevado percentual de resultados inconclusivos da PAAF direcionada pelo ultrassom para nódulos previamente selecionados pela caracterização ultrassonográfica como muito suspeitos de malignidade (77% de VP). Analisadas as principais causas de erros da PAAF e como eles podem ser reduzidos com o auxílio da ultrassonografia (caracterização e seguimento evolutivo). Também são analisadas as causas do sucesso da ultrassonografia na caracterização do nódulo tireoideano maligno. Os cinco critérios ultrassonográficos para a seleção do nódulo tireoideano maligno para PAAF dirigida pelo ultrassom são descritos e fartamente ilustrados com casos elucidativos.

Testando Conhecimento Adquirido no curso

Ao final de cada curso a médica disponibiliza testes para avaliação do aprendizado do conteúdo aprendido. Cada módulo tem um volume específico de perguntas e um tempo máximo indicado para as respostas.

 

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