Curso: US Doppler e Elastografia da Tireóide

O aluno aprenderá a diferenciar os nódulos benignos dos malignos e como mapeá-los. Ensina, ainda, a utilizar com eficiência o US Doppler e a Elastografia, um dos métodos de maior acurácia da atualidade.

Curso: US Doppler e Elastografia da Tireóide

Opte pelo mais completo curso de US de Tireóide presencial e on line. Com mais de 30 horas de duração, sete temas especializados e aulas ministradas pela pioneira em ultrassonografia no Brasil, a Prof. Dra. Lucy Kerr, o curso apresenta as mais modernas técnicas e exames para um diagnóstico preciso da Tireóide. O aluno aprenderá a diferenciar os nódulos benignos dos malignos e como mapeá-los. Ensina, ainda, a utilizar com eficiência o US Doppler e a Elastografia, um dos métodos de maior acurácia da atualidade.     

Os temas do curso de US de Tireóide são: Anatomia da Tireóide e da Região Cervical; Elastografia tireoideana; Tireopatias difusas; Técnica de realização de Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) em nódulos tireoideanos;  Indicações da US da Tireóide; Caracterização dos Nódulos Tireoideanos.

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Examinando a Tireóide

As aulas, ministradas pessoalmente pela Dra. Lucy Kerr, indicarão quais são os exames de US da tireóide, como a glândula deve ser examinada pelo Ultrassom, detalhando-se o método de exame recomendado. Incluindo-se, aqui, toda a sistemática  para diagnóstico e conduta nas tireopatias difusas e nos nódulos tireoideanos.

O aluno aprenderá a diferenciar os nódulos benignos dos malignos e como mapeá-los.

O curso inclui uma aula completa e detalhada de como realizar a biópsia destes nódulos guiados pelo Ultrassom, orientando para que falhas e erros sejam evitados.

Curso de US de Tireóide tem 992 min de duração

Com aulas técnicas que podem ter 18 minutos de duração, até aquelas com profundidade diagnóstica apurada, com 305 min, o curso possui sete módulos complementares e que podem ser feitos separadamente. Juntos, somam mais de 30 horas de duração. É o mais completo curso do Brasil para médicos. Ao final de cada módulo é aplicado um teste de conhecimentos. São eles: Anatomia da Tireóide e da Região Cervical; Elastografia tireoideana; Tireopatias difusas; Técnica de realização de Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) em nódulos tireoideanos;  Indicações da US da Tireóide; Caracterização dos Nódulos Tireoideanos.

Detalhamento das Matérias

Boa parte das patologias da Tireóide se manifestam com alterações de textura, forma e volume da glândula. Portanto, a anatomia tireoideana e cervical devem ser relembradas antes de qualquer diagnóstico Ultrassonográfico.  A aula sobre Anatomia da Tireóide e da Região Cervical orientam o aluno a reconhecer estas características com precisão.

Curso de Anatomia da Tireóide e da região Cervical – 118 min.

Três aulas compõem esta matéria do Curso de Tireóide:

Aula 1: Generalidades, Detalhes Anatômicos e Limites

Para que o aluno não interprete estruturas normais como anormais, é importante que ele conheça detalhes da anatomia cervical, e saber quanto o aspecto é patológico.  Nesta aula, portanto, a abordagem foca na embriologia da tireóide, a topografia tireoideana e as estruturas que a circundam, aprendendo-se a reconhecê-las com o US.  Nesta aula, o médico também terá conhecimento sobre a anatomia tireoideana que  vem ilustrada e analisada em detalhes, bem como sua cápsula, lobos, o istmo, a assimetria tireoideana e o lobo piramidal.


Aula 2: Detalhes Anatômicos e Irrigação Sanguínea

Nesta aula aborda-se a relação dos grandes vasos cervicais com a tireóide – carótidas e jugulares-, como deve ser a pressão da sonda no exame cervical e o efeito da hipertensão venosa no calibre e pulsatilidade venosa. São descritos e ilustrados os principais ramos arteriais da tireóide e mostradas as peculiaridades da irrigação sanguínea da tireóide e porque não se deve fazer a tireoidectomia parcial em câncer tireoideano. É mostrada e ilustrada a drenagem e pulsatilidade venosa da tireóide e suas particularidades. O protocolo Doppler é mencionado aqui.  

Aula 3: Textura e Volumetria

Totalmente ilustrada esta aula traz análise da variabilidade textural da tireóide normal e as dificuldades do exame ultrassonográfico da tireóide, inerentes a sua topografia e às estruturas que a circundam. São mostradas a ecogenicidade da cápsula tireoideana e as variações de sua nitidez, bem como as dimensões da glândula tireoideana normal e como mensurar os lobos e istmo. Indicações da volumetria tireoideana normal em adulto e criança  e sua variação com a localidade ingesta de iodo. Ensina-se, ainda, o cálculo do volume tireoideano por vários métodos, recomendando-se aquele que une praticidade e confiabilidade. Analisam-se os fatores fisiológicos e patológicos que alteram o volume tireoideano.

Aula de Elastografia Tireoideana – 80 min

Esta aula explica o que é a Elastografia e seus princípios físicos, sua utilidade no diagnóstico de patologias tireoidianas e como atua na pratica clínica. O aluno e aprenderá a aplicar a Elastografia manual, virtual e quantitativa da tireóide, a diferença entre cada uma, vantagens e desvantagens. Imagens elucidativas mostram como é possível diferenciar os nódulos tireoidianos benignos dos malignos. São mostrados exemplos de aplicação clínica do método e a prof. Dra. Lucy Kerr, mostra resultados preliminares da análise de 84 nódulos estudados em 54 pacientes, com corroboração patológica. Fica claro que este método aumenta consideravelmente a acurácia da caracterização do nódulo benigno e maligno da tireóide.

Aula de Tireopatias Difusas – 81 min

Neste curso do aluno terá conhecimento dos principais aspectos das tireopatias difusas e os sinais que permitem diferenciar uma das outras. Também será mostrada a evolução da tireoidite linfocítica, desde os seus primórdios até a atrofia parenquimatosa e sua associação com a patologia nodular, principalmente o câncer de tireóide. Serão ministradas dois módulos nesta aula, a saber:

Aula 1: Tireopatias Congênitas, Bócio Difuso e Graves

Aqui as indicações da U.S nas tireopatias difusas, como o diagnóstico, seguimento evolutivo – rastrear nódulos, caracterizá-los e analisar resposta terapêutica-, analisado o hipotireoidismo congênito nas suas várias manifestações como agenesia, hipoplasia ou ectopia tireoideana e o hereditário, são o principal foco desta aula.

Neste módulo são mostrados  os sinais do bócio difuso de variadas etiologias estudados os sinais, os aspectos ultrassonográficos e do estudo Doppler da tireoidite aguda ou infecciosa e da tireoidite subaguda. Analisados, ainda, os sinais, os aspectos ultrassonográficos e do estudo Doppler da Doença de Graves, discutindo-se sua provável origem autoimune.

Aula 2: Tireoidite Linfocítica

Neste curso o aluno terá oportunidade de estudar os sinais e aspectos da US das várias manifestações da tireoidite autoimune (linfocítica e de Riedel). Mostra-se a importância da US na interpretação do exame físico, entre elas: as lobulações, aumentos localizados, dúvidas à palpação, e na correlação entre sintomas e morfologia. Descritos e ilustrados os 6 padrões US morfológicos e de vascularização (estudo Doppler) das tireoidites linfocíticas. Aplicações clínicas dos padrões US das tireoidites linfocíticas. Ensina-se a reconhecer a tireoidite associada a nódulos, diferenciando os verdadeiros dos pseudonódulos (áreas de inflamação).

Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) – 18 min

Nesta aula o aluno terá a oportunidade de conhecer a técnica de realização de Punção Aspirativa com Agula Fina (PAAF) de nódulos tireóideanos.  Quem apresentará a técnica é o médico Dr. Fabiano Calegari atual professor de citopatologia da Escola Paulista de Medicina, com a explicação do método pela Dra. Lucy Kerr.

Indicações da U.S da Tireóide - 305 min

O aluno aprenderá incidência, método de exame e mapeamento dos nódulos tireoideanos através de ilustrações bem detalhadas para facilitar a compreensão.  O método de exame da tireóide é mostrado com ênfase em cada detalhe técnico do procedimento o que permite identificar lesões malignas associadas à patologia multinodular. Isso porque não se pode generalizar que todos os nódulos são benignos somente porque a tireóide é multinodular.

São seis as aulas que compõem este módulo:

Aula 1: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte I

Aqui são descritas todas as indicações da US da tireóide. Neste curso o aluno aprenderá a distinguir tireopatias difusas das focais (nodulares)  e entenderá porque é tão importante a detecção das tireopatias  e o que está incluso nessa designação: localização dos nódulos (intra x extra-tireoideanos), pesquisa e mapeamento dos nódulos tireoideanos, rastreamento de nódulos em pacientes de maior risco, rastreamento do câncer oculto da tireóide, pesquisa, mapeamento e caracterização dos linfonodos cervicais no pré e pós-operatório (sinais morfológicos e Doppler dos linfonodos cervicais benignos e malignos são mostrados e fartamente ilustrados). O aluno aprenderá a mapeá-los. 

Aula 2: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte II

Com enfoque no seguimento das tireopatias e no monitoramento da terapia supressora, esse módulo é ilustrado com imagens completas de exames evolutivos, que demonstram a necessidade ou não da Punção Aspirativa com agulha fina. Já na parte da terapia supressora do TSH  o aluno conhecerá  os princípios do tratamento e o que se espera da US.  Nesta aula serão mostrados, ainda, os resultados de seguimento da terapia supressora do TSH em 10 anos de evolução de 460 nódulos em 143 pacientes, 125 nódulos operados em 43 pacientes. Esses resultados são comparados com a compilação de 8 e 10 séries de terapia supressora do TSH na literatura médica.

Aula 3: Indicações da ultrassonografia da Tireóide – Parte III.

Nesta aula o aluno obterá conhecimentos do seguimento pós-cirúrgico do câncer tireoideano, o que inclui a detecção da recidiva local, dos restos de tecido tireoideano na loja da glândula, de linfonodos cervicais metastáticos e o direcionamento da PAAF para lesões suspeitas. Os exemplos são ilustrados em cada um desses aspectos, com exemplos do pré e pós-cirúrgicos. Também se explica como se faz o diagnóstico diferencial dos nódulos intra dos paratireoideanos, o que inclui a explicação e ilustração dos sinais US e Doppler do nódulo cístico ou sólido das paratireóides, do cisto tímico, fístulas brânquias, do cisto tireoglosso, dos linfangiomas, do tumor do corpo carotídeo, dos linfonodos cervicais, dos lipomas e sarcomas, dos schwannomas.

Aula 4: Incidência dos Nódulos Tireoideanos.

A incidência do nódulo tireoideano benigno e maligno na autópsia, na palpação e na ultrassonografia de alta resolução da tireóide são os principais focos desta aula e, ainda, como varia a incidência com a demografia e as causas prováveis dessas variações. Dentre as causas estudadas, a exposição da população à radiação ionizante é considerada, consensualmente, o fator ambiental mais importante. São citados e analisados os estudos que mostram o aumento linear do câncer de tireóide na população irradiada em Hiroshima, Nagasaki e locais de acidentes nucleares, especialmente Chernobyl, que evidenciou aumento de até 90 vezes até 2005 entre as crianças de Gomel, na Bielorrúsia e os fatores associados que agravam os efeitos da radiação nessas localidade e a relação com a faixa etária na época da irradiação. Portanto, são mostrados vários exemplos da casuística pessoal de câncer radiogênico da tireóide.

Também são analisados os estudos que mostram aumento da incidência do câncer de tireóide em portadores da tireóide multinodular, que é 12 vezes maior do que entre pacientes cuja tireóide é não nodular, ilustrando-se fartamente com casos da casuística pessoal. Mostram-se todas as etapas de um mapeamento de múltiplos nódulos tireoideanos, no qual se localizou um nódulo suspeito, que ao ser submetido à PAAF revelou-se carcinoma papilífero. Por fim analisa-se a mortalidade do câncer da tireóide nas regiões irradiadas e não irradiadas

Aula 5 e 6  – Método de exame e Mapeamento dos nódulos tireoideanos –

O aluno deve saber que estas são as aulas mais importantes de todo o curso, pois se explica e exemplifica-se fartamente o método de exame da tireóide, o mais importante dentre 13 exames ultrassonográficos existentes da ultrassonografia da cabeça e pescoço. No primeiro módulo foca-se na posição correta do paciente para o exame, qual a sonda a ser utilizada e qual o posicionamento e alinhamento correto da sonda. Os problemas usuais dos cortes longitudinais e transversais da tireóide que geram erros diagnósticos e de mensuração são mostrados e ilustrados, ensinado-se a técnica para contorná-los. Como se medem os lobos e o istmo, especificando-se as diferenças entre medir a tireóide pequena e a grande. Qual a sonda recomendável, a posição e a técnica de exame e de mensuração do bócio mergulhante, em especial do nódulo mediastinal são também mostrados.

No segundo e mais importante módulo deste curso de US de Tireóide, são apresentados todos os detalhes da técnica do mapeamento dos nódulos tireoideanos são mostrados e fartamente ilustrados: a seqüência do exame, a numeração dos nódulos, a colocação no mapa da tireóide, a classificação do padrão morfológico e a reclassificação pelo padrão de vascularização Doppler de cada lesão nodular. O aluno terá contato com um exemplo esquemático para facilitar o aprendizado, assim como um mapeamento completo real, com a colocação no mapa de todas as lesões encontradas. Ao final são citados os dez motivos pelos quais a tireóide multinodular deve ser mapeada no exame ultrassonográfico, o melhor e mais preciso exame de imagem da tireóide.

Caracterização dos nódulos tireoideanos – 180 min

Neste módulo do curso composto por três aulas, o aluno aprenderá a caracterizar os nódulos tireoideanos para avaliar o risco de malignidade dos mesmos através de critérios morfológicos e Doppler. Se não houver esta caracterização corre-se o risco de não puncionar-se corretamente o nódulo de maior risco. O critério do maior nódulo para PAAF é errôneo em quase 70% dos casos e puncionar todos os nódulos é impossível em tireóide multinodular. O aluno verá como a US da tireóide identifica os nódulos de risco pela caracterização.

Aula 1: O Nódulo Tireoideano Benigno.

Nesta aula ensinam-se as três regras da caracterização dos nódulos tireoideanos:

No primeiro aprende-se a diferenciar os nódulos benignos dos malignos pelos critérios morfológicos; no segundo os nódulos benignos dos malignos pelos critérios Doppler e, no terceiro, a associar os resultados da análise morfológica e Doppler no diagnóstico final do risco de malignidade. São explicadas, aos alunos, as principais razões pelos quais os nódulos devem ser caracterizado e a sistemática de caracterização dos nódulos tireoideanos publicada em periódico internacional pela professora Dra. Lucy Kerr e referendada pela Society of Radiologists in Ultrasound – consensus conference statement. Ultrasound Q 2006; 22:231-240.

Todos os sinais que caracterizam nódulo tireoideano como benigno são explicados e  ilustrados com detalhes neste curso. É analisado cada sinal isolado de benignidade com seu respectivo valor preditivo positivo, o qual também é dado para a associação de três ou mais sinais benignos concomitantemente. Descreve-se a conceituação de calcificação casca de ovo total ou parcial ao redor da nodulação e sua relação com benignidade ou malignidade. É relatado elevado valor preditivo negativo dos nódulos caracterizados como benignos, permitindo a conduta expectante nesses nódulos o que torna a sistematização descrita de grande valia na prática clínica.

Aula 2: O Nódulo Tireoideano Maligno.

O Curso de US de Tireóide, neste módulo, mostra como são descritos os sinais ultrassonográficos precoces e tardios do câncer tireoideano, ilustrando-se cada um deles fartamente. É relatado para o aluno o valor preditivo positivo para cada sinal isoladamente e também quando se associam três ou mais sinais concomitantemente. Nos sinais avançados é dada uma ênfase especial àqueles que caracterizam a malignidade do linfonodo cervical e permitem o estadiamento do carcinoma tireoideano. O padrão Doppler de linfonodo reacional é mostrado, facilitando o diagnóstico diferencial com a malignidade. Ao final, são mostrados os resultados da caracterização ultrassonográfica morfológica dos nódulos tireoideanos e a classificação dos três padrões ultrassonográficos: padrão benigno, maligno e duvidoso. Comenta-se e ilustra-se os principais falsos negativos.

Aula 3: Caracterização Doppler dos Nódulos Tireoideanos.

Nesta aula, são descritos os seis padrões de vascularização dos nódulos tireoideanos: periférico, hipervascularizado, hipovascularizado, variável, similar e avascular. Cada padrão é ilustrado com as imagens apropriadas de US. Faz-se também a associação dos padrões relatados com a benignidade ou malignidade do nódulo tireoideano. Outras aplicações do padrão Doppler de vascularização são mencionadas. Mostra-se a casuística em 997 nódulos estudados com Doppler colorido e correlaciona-se com o padrão de vascularização detectado. Faz-se a correlação do padrão de vascularização no Doppler colorido com o tipo histológico do tumor tireoideano: carcinoma papilífero, carcinoma folicular, variante oncocítica do carcinoma folicular e carcinoma anaplásico, ilustrando-se caso a caso.

Biópsia da tireóide dirigida com a ecografia – 210 min

Nesta matéria será explicado ao médico, em detalhes, a técnica de direcionamento da PAAF pelo ultrassom, com informações importantes para identificar o trajeto da agulha durante o direcionamento, permitindo que ele possa executá-la após treinar em objetos ou cobaias. Enfatiza-se a importância do especialista em US em selecionar corretamente o nódulo tireoideano suspeito a ser puncionado, conforme ensinado na Matéria de Caracterização do Nódulo Tireoideano, o que aumenta a confiança no procedimento e dá respaldo legal ao médico executante.  Três aulas  compõem este módulo do curso de US de Tireóide, sendo que a aula dois e subdividida em três temas específicos, a saber:

Aula 1: PAAF guiada pelo US, Princípios Gerais e Como Fazer.

Nesta aula o médico terá acesso a um material cedido pelo Dr. Fabiano Mesquita Callegari, responsável pela citopatologia da UNIFESP. É explicado ao aluno como a ultrassonografia impulsionou a citopatologia e portanto permitiu o desenvolvimento de procedimentos para coleta de material com agulha. São explicados os três métodos patológicos para avaliação das lesões tireoideanas: citológico, imunocitoquímico e histológico. São definidos os princípios e requisitos para punção com agulha fina e os cuidados especiais necessários. Descrito os dois métodos de punção com agulha fina: por capilaridade (PAF) ou a vácuo (PAAF).

Ao aluno serão mencionadas também indicações, vantagens e contra-indicações do procedimento. Mostrado todo o material requerido para a PAAF e a seqüência do procedimento – em vinte e seis etapas – claramente definidas, explicadas e ilustradas e ainda a seqüência da PAAF.  São explicadas as duas técnicas da PAAF, a de eixo longo e a de eixo curto, vantagens e desvantagens de cada uma, com fartas ilustrações compreensíveis (imagens de US e esquemas). Ensina-se o preparo da lâmina, caso o patologista não esteja presente durante o procedimento, como fazer os esfregaços, os tipos de fixação, identificação e coloração das lâminas. São explicados os procedimentos especiais da PAAF para dosagem do PTH e da tireoglobulina, assim como para coleta de material para análise imunocitoquímica. Descrevem-se os principais marcadores imunocitoquímicos e pontos favoráveis e desfavoráveis de cada um. Descritas e ilustradas as complicações da PAAF, em especial a formação de dois hematomas durante o procedimento. Comenta-se a biópsia tipo Core da tireóide.

Aula 2 (Parte 1): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

São descritos e ilustrados as cinco categorias diagnósticas da citopatologia: 1 –  insatisfatório;  2 – benigno não neoplásico;  3 –  indeterminado ou inconclusivo ;  4 –  suspeito;  5 – maligno.

Os alunos terão contato com relatos sobre as causas e as taxas de esfregaços insatisfatórios, com ilustrações de cada tipo (lesões escleróticas e material inadequado). Citada as recomendações da Guidelines of the Papanicolaou Society of Cytopathology for the examination of fine-needle aspirations specimens from thyroid nodules para redução dos esfregaços insatisfatórios. Relatadas também as causas de esfregaço indeterminado ou inconclusivo (nódulos mistos com degeneração cística, cisto > 4cm e hemorrágico), de benigno não neoplásico (cistos simples, tireoidite linfocítica e nódulo colóide), sendo as ilustrações ultrassonográficas correlacionadas com as citopatológicas. Cita-se e ilustra-se a importância da proporção colóide: células foliculares no diagnóstico citopatológico. Mencionado o significado do achado de colóide abundante na citopatologia, ilustrando-o para melhor compreensão dos alunos.

Aula 2 ( Parte 2): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

Nesta aula a prof. Dra. Lucy Kerr menciona o diagnóstico inconclusivo da PAAF (ou indeterminado), que representa 20% dos resultados, predominantemente pelo padrão folicular neoplásico e dificuldade de diferenciar o adenoma folicular do carcinoma folicular. São apresentados aos alunos do curso de US da Tireóide os critérios patológicos para diagnóstico da neoplasia folicular (exclusivamente histológicos) e os critérios da citopatologia para sugerir o esfregaço folicular como provavelmente benigno ou maligno. Mencionadas as patologias cuja PAAF é inconclusiva: bócio adenomatoso celular, hiperplasia epitelial oncocítica da tireoidite linfocítica, neoplasia folicular (adenoma e carcinoma) e variante folicular do carcinoma papilífero. Menciona-se também as várias tentativas frustradas da citopatologia no diagnóstico diferencial dos adenomas e carcinomas foliculares. A professora  apresenta também  exemplos com correlação citológica e ultrassonográfica. Citada a imunocitoquímica e os marcadores prognósticos do carcinoma folicular. Analisa-se o resultado suspeito e maligno da citopatologia e o seu significado clínico. São dados os critérios citológicos do carcinoma papilífero, ilustrando-os com imagens típicas. Menciona-se o diagnóstico citopatológico do carcinoma anaplásico com ilustrações ultrassonográficas, da peça cirúrgica, histológicas e citológicas.

Aula 2 (Parte 3): Aspectos citopatológicos da PAAF guiada pelo US – Resultados.

O aluno conhecerá os resultados da PAAF da tireóide na população geral, segundo a literatura internacional, com falso-negativo de até 26%. São analisados os seis diagnósticos falso-negativos da PAAF: neoplasias císticas, amostra inadequada ou insatisfatória, erro de amostragem (não amostrar o nódulo suspeito ou amostrar o local errado do nódulo certo), patologia dupla (nódulo predominantemente benigno e contendo um foco maligno) e erro de interpretação. Mostrados exemplos de FN da PAAF por erro de amostragem com análises evolutivas ultrassonográficas que corroboraram o erro da citopatologia e imagem ultrassonográfica de patologia nodular tireoideana dupla. São mencionados e ilustrados os falso-positivos da PAAF (tireoidite linfocítica e tireoidite de Riedel). Menciona-se as desvantagens da PAAF e as orientações que devem ser dadas ao paciente neste procedimento.

Aula 3: Correlação US – Doppler e Citopatologia no Diagnóstico do Câncer de Tireóide.

Neste módulo do curso de US de Tireóide os alunos conhecerão as vantagens da PAAF dirigidas pelo ultrassom, quais os conceitos vigentes sobre o método e o desconhecimento freqüente das elevadas taxas de falso-negativos.  Faz-se a análise detalhada de um estudo realizado pela professora Dra. Lucy Kerr, no qual os nódulos biopsiados foram pré-selecionados e classificados como de elevado risco de malignidade pelos critérios ultrassonográficos relatados e obteve 30.3% de falso-negativo da citopatologia.

Cases: Quatro casos de falso-negativos da PAAF são mostrados, com suas respectivas imagens ultrassonográficas.

Também é analisado o elevado percentual de resultados inconclusivos da PAAF direcionada pelo ultrassom para nódulos previamente selecionados pela caracterização ultrassonográfica como muito suspeitos de malignidade (77% de VP). Analisadas as principais causas de erros da PAAF e como eles podem ser reduzidos com o auxílio da ultrassonografia (caracterização e seguimento evolutivo). Também são analisadas as causas do sucesso da ultrassonografia na caracterização do nódulo tireoideano maligno. Os cinco critérios ultrassonográficos para a seleção do nódulo tireoideano maligno para PAAF dirigida pelo ultrassom são descritos e fartamente ilustrados com casos elucidativos.

Testando Conhecimento Adquirido no curso

Ao final de cada curso a médica disponibiliza testes para avaliação do aprendizado do conteúdo aprendido. Cada módulo tem um volume específico de perguntas e um tempo máximo indicado para as respostas.

 

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